quinta-feira, 5 de junho de 2008

Coisas que eu gosto em São Paulo

São Paulo é a minha cidade, mesmo eu não tendo nascido aqui, é a cidade onde eu cresci tenho meus amigos e vivi a maior parte de minha vida. É uma cidade enorme com sei lá dizem quase 20 milhões de habitantes, gente com origens nos lugares mais diversos do planeta, e cujos antepassados aqui chegaram com um sonho fugindo de realidades muito duras varias vezes. São Paulo no final é um misto de todas essas influências.

Gosto em São Paulo de todas as sua opções culturais, mesmo que na agitação nossa de todas as semanas não seja possível aproveitarmos tudo que ela oferece: Museus, Teatros, Cinemas, Exposições e tantas outras coisas. Sua grande variedade de restaurantes, que trazem sabores do mundo todo com toques brasileiros, ou seriam paulistanos?

Há tanto tempo que conheço São Paulo e mesmo assim ainda existem tantos segredos dessa metrópole que ainda não me foram decifrados, tantas ruas, tantas casas, praças, construções. Gosto tanto de São Paulo que acho difícil gostar de assim de outra cidade no Brasil.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

verso a verso, passo a passo

É engraçado como a vida é assim, em ciclos, passamos bons e maus momentos, mas no final todos tivemos o mesmo inicio e teremos o mesmo fim. Durante nossas vidas crescemos, aprendemos e amadurecemos e então ajudamos outros seres como nós a passar pelas mesmas etapas e isso se repetirá de forma susseciva. Acho que esse é o básico da vida, todo o resto é gordura, é contexto e nada mais. Só nos é possível entender e enxergar esse pedaço de tempo ao qual estamos presos, todos nós, seres viventes no presente. Não vamos além desse tempo que nos rodeia ele é impermeável. Lembro ainda do inicio de tudo, até parece que foi ontem, a pressa que eu tinha em alcançar a maçaneta da porta, acreditava que aí teria conquistado minha liberdade, época em que o futuro para mim era crescer e alcançar não somente a maçaneta, mas todos os segredos guardados fora do alcance das crianças. Tinha uma ânsia de querer saber sobre tudo, entender tudo o que me rodeava, me intrigavam questões sobre se Portugal havia descoberto o Brasil então quem descobriu Portugal? Havia uma lacuna de conhecimento que eu precisava preencher. O tempo foi passando, passaram cabelos compridos, amores, bandas, amigos, escolas, estudos, e a vida vai seguindo seu rumo. Hoje estou muito feliz :)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Por que pagamos impostos?

Parabéns, se você trabalha no Brasil esse é o seu dia de alforria, a partir de hoje você trabalha para você e sua família, até então toda a renda gerada foi para alimentar o governo e pagar todos os imposto. E por que pagamos tantos impostos? Ora, pagamos para termos saúde de qualidade, segurança, educação, justiça e tantos outros serviços públicos, o que faz dos impostos um investimento no bem estar de todos, certo? Errado, nossos impostos infelizmente não retornam da forma esperada, todo o dinheiro que pagamos é muito mal empregado, mal utilizado pelos que administram o País, se não muitas vezes embolsados, roubados. Se olharmos nossas cidades veremos que não temos boas escolas, em geral elas são precárias, com professores mal qualificados e mal pagos. Nossos hospitais carecem de médicos, estão em prédios mal conservados, vacinas e remédios são mal armazenados e muito dinheiro que poderia salvar vidas é perdido todos os dias. Nossa polícia é corrupta, pouco ágil, desinteressada e mal paga, nosso presídios funcionam muito bem na formação e aperfeiçoamento da criminalidade e nossa justiça leva anos para julgar e dificilmente podemos ver casos onde a justiça realmente tenha sido feita, no sentido literal da palavra. Então muitos vão pensar, ah, somos um país pobre, com só 500 anos, tão novo, colônia de exploração, né? Na verdade somos um país rico, riquíssimo, a maioria dos países do mundo só se desenvolveu nos últimos 100 anos, se não 50 anos como é o caso da Alemanha e Japão. O que faz o Brasil assim então? Na minha opinião somos reféns de trocentos ministérios inúteis que podem ser vistos se formos a Brasília, é tanto ministério, secretaria especial etc... que mal cabe nos edifícios e anexos da explanada dos ministérios. Toda essa estrutura pouco eficiente somada a corrupção e a incompetência em gerir o dinheiro publico são o ralo por onde se vai todo nosso imposto pago.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Obs: Spoiler - Neste post há revelação de partes importantes da trama!

Ontem na sessão das 23h50min fui assistir a mais nova aventura de Indiana Jones. Compramos os ingressos bem mais cedo e voltamos para o cinema uns 30 minutos antes do início do filme. Sem duvida eu estava bastante ansioso para saber como seria este novo filme do arqueólogo e aventureiro que lutou na revolução mexicana e na I Guerra Mundial quando jovem, e no cinema enfrentou por duas vezes os Nazistas atrás de relíquias bíblicas. Antes do Filme encontrei um antigo colega de faculdade que me disse que era um bom filme, mas não o melhor da serie, algo o havia decepcionado certamente. Bom, fui assistir ao filme que começou após diversas propagandas e trailers, como era de esperar.

Indy começa a aventura em Nevada, EUA lutando contra agentes da KGB, o filme mostra o clima de início da Guerra Fria entre as duas potências vencedoras da II Guerra Mundial. Um Indiana Jones grisalho é utilizado pelos agentes de Stalin para encontrar um artefato da lendária cidade de El Dorado na América do Sul, mas com ajuda de seu antigo amor Marion Ravenwood e seu Filho Mutt Willians (na verdade Henry Jones III, fato só revelado quando ambos os Heróis estão a beira da morte na selva amazônica), mas o fato mais importante do filme, que a mim me agradou, mas imagino que isso foi o que decepcionou meu amigo e talvez outros, foi a relação entre Dr. Henry Jones Junior e os fatos ocorridos na Área 51 em Roswell. É imaginável que se algo aconteceu na Área 51, isso ,naquela época tenha sido alvo de espionagem e investigação soviética e dentro do espírito de "Eram os deuses astronautas." também se pode encontrar uma correlação entre arqueologia e ufologia, o que não torna impossível que nosso herói tenha se encontrado com criaturas de discos voadores nessa aventura.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Dupla Nacionalidade

Hoje de manhã conversava com amigo sobre o tema da dupla Nacionalidade, e em determinado momento ele perguntou se eu não precisaria renunciar a nacionalidade Brasileira por ter também a nacionalidade Chilena. Bom estive pesquisando o assunto que não é tão simples. No artigo 12 da constituição federal se encontram o seguinte texto:

"Será declarada a perda de nacionalidade do brasileiro que:

II - Adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro, em Estados estrangeiros, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis."

Ou seja no meu caso e de tantos outros onde a lei de um outro país reconhece a nacionalidade original pela hereditariedade - jus sanguinis - não há conflito algum com a nacionalidade Brasileira, e no meu caso o mesmo se aplica a nacionalidade chilena, a qual só é perdida voluntariamente e em nenhum outro caso. No caso do Brasil você também só perde a nacionalidade caso adquira a nacionalidade de um país estrangeiro por puro desejo, mas como na maioria dos casos quem vive em um país estrangeiro precisa obter a nacionalidade para pleno gozo de seus direitos civis não vejo um caso prático onde se perca a nacionalidade Brasileira. Talvez mais complicado seja para o estrangeiro que queira obter a nacionalidade Brasileira, nesses casos o Brasil pode exigir dessa pessoa um documento comprovando a perda da outra nacionalidade, o que é um tanto complicado, pois o outro país, de origem dessa pessoa, pode simplesmente ignorar esse fato, como é o caso do Chile, que devolve a cidadania a qualquer um que já tenha possuído a cidadania Chilena de Origem sem a necessidade de nenhuma justificativa. Existem casos como o da Arábia Saudita onde é um crime um cidadão possuir outra cidadania, fato que precisa realmente ser escondido. Possuir outra nacionalidade implica em fatos curiosos, como por exemplo, a questão dos nomes e sobrenomes, no Brasil não há regra para nome e sobrenome, há apenas a tradição, por isso temos pessoas com apenas 1 sobrenome ou 2 ou até mais. No Chile como em muitos países de origem hispânica há regras claras sobre o sobrenome que precisa ser um Paterno e um Materno e até pouco tempo obrigatoriamente o Paterno primeiro seguido do Materno. Atualmente a ordem pode ser invertida, porém nesse caso o materno será o sobrenome que deverá ser passado à próxima geração. Como fui registrado primeiramente no Brasil e pela tradição da família de minha mãe, que é Brasileira, meu sobrenome em meus documentos Brasileiros é diferente do meu sobrenome em meus documentos Chilenos o que pode vir a causar alguma confusão que até agora não houve.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Novo Passaporte é uma decepção!


Muito se fala sobre o novo passaporte Brasileiro, que é mais moderno e traz uma série de novos recursos de segurança. Eu pessoalmente sempre tive uma bronca do fato do novo passaporte ser azul e trazer a palavra Mercosul acima de Republica Federativa do Brasil, o que julgo sem sentido. Está certo que o Brasil faz parte do Mercosul, assim como de uma série de outros tratados, além do mais o Mercosul não passa de um tratado comercial com algum viés político, e nada além disso, ao contrário da União Europeia (Não Mercado Comum Europeu, nome que nunca foi incluído nos passaportes europeus) que engloba o livre fluxo de pessoas e a abertura completa das fronteiras da maior parte dos países membros através do acordo Schengen e uma moeda única o Euro. O Mercosul esta longe disso e incluir seu nome nos passaportes dos países membros não passa de uma publicidade Populista dos governos desses países. Mas minha decepção vai além desse factóide, pois o atual passaporte é muito simples. A Capa além de feia é de má qualidade e pode ser facilmente percebido comparando o atual documento a modelos antigos, de uns 10 anos atrás, ou de outros paises. O interior é composto por folhas extremamente finas que aparentemente podem ser facilmente rasgadas, além de a Assinatura ainda ser feita a caneta e não impressa como em passaportes de outros países com tecnologia similar. Pagar quase 200 reais por esse caderninho é um roubo, pois visivelmente o material utilizado é de baixissima qualidade para um custo tão elevado. O Pior de tudo é que o passaporte é o documento dos Brasileiros no exterior e deveria ser melhor apresentável. Vai ver pelo menos o passaporte do Lula e cia é seja de melhor qualidade.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Um Bom Desenvolvedor de Software

Outro dia conversava com um grande amigo e ex-chefe sobre como faltam no mercado bons desenvolvedores de software. Coloco aqui o que a meu ver é um bom desenvolvedor de software, independente da plataforma em que trabalhe, até por que um bom desenvolvedor de software é multi-plataforma. :-)
  • Ser uma pessoa de mente aberta

Pessoas dogmáticas nunca serão capazes de reconhecer que há maneiras diferentes de se resolver um mesmo problema, e de avaliar qual a melhor tecnologia a ser utilizada em cada situação.

  • Possuir bom raciocínio matemático

Programar é desenvolver algoritmos, é resolver o tempo todo problemas matemáticos, e em geral a solução mais simples é a correta, quem não consegue entender e resolver problemas matemáticos não tem como ser um bom engenheiro de software.

  • Ter boa capacidade de análise e interpretação.

Para começar a resolver um problema é preciso primeiro entender o enunciado, o que é pedido. Sem conseguir entender o que está sendo solicitado é impossível desenvolver uma solução adequada.

  • Ser comunicativo

Pessoas que não se comunicam, não conseguem trabalhar com os outros, é preciso saber trabalhar em equipe: Duas cabeças pensam melhor que uma.

  • Humilde

Quem não é humilde nunca reconhece que precisa de ajuda, nunca pede por ela, demora mais para resolver os problemas e nem sempre o fará da melhor forma.

  • Dominar o Inglês

Sem dominar o inglês o desenvolvedor não terá acesso a maioria das fontes de informação sobre resolução de problemas.